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Marejando

17
outubro
2017

[RESENHA] A Maldição, de Stephen King

Título Original: A Maldição do Cigano
Autor: Stephen King | Editora: Ponto de Leitura
Ano: 2010 | Páginas: 424
Gênero: Juvenil, Suspense, Terror
Classificação: ⭐⭐⭐⭐⭐💙

Sinopse: Com uma rotina tranquila, bem casado, o advogado Bill Halleck não tinha muitos problemas na vida. A não ser o peso. Mas por nada no mundo dispensaria os dois ovos com bacon do café da manhã ou os pacotes de Doritos diariamente devorados. Tudo iria mudar drasticamente naquele maldito dia. A velha cigana se pôs em seu caminho e Bill não conseguiu parar o carro. Ao mesmo tempo em que as rodas esmagavam a velha, a vida de Halleck começava a ser destruída. Considerado inocente pela justiça humana, não pôde fugir à maldição soprada por Taduz Lemke, o patriarca dos ciganos, na saída do tribunal. ‘Emagrecido’, praguejou o velho. A partir desta dia, os 111 quilos de Bill passam a ser sugados vertiginosamente. Se não conseguir deter a maldição cigana, em pouco tempo Bill não será mais do que um feixe de ossos. 

SOBRE A LEITURA

Eu já tinha lido muitas críticas ótimas do livro e iniciei a leitura bem empolgada, até por que adoro a escrita do autor. De inicio, eu não me senti tão interessada, não sei se foi por causa do ambiente do trabalho ou por que a narrativa estava complicada mesmo. Eu senti que o Stephen demorou um pouco para desenrolar a história, e por isso o começo para mim foi meio cansativo. Mas o livro é muito bem construído, com personagens bem distintos e com características fortes e nítidas, como a maioria dos personagem que King cria.  Stephen tem uma escrita maravilhosa, como já comentei na resenha do livro “A Hora do Vampiro”, mas pode ser que algumas pessoas também sintam o “peso” de alguns parágrafos por eles serem um tanto rebuscados. 
 
A história gira em torno de Bill Halleck, um advogado que por causa de uma atitude irresponsável acaba atropelando e matando uma mulher. Como ele tinha alguns contatos aqui e ali, conseguiu se livrar da cadeia e esse fato despertou a ira de um cigano, que em forma de vingança, amaldiçoou o advogado para que ele emagrecesse até a morte. Bill era um homem obeso e ao passar dos dias foi observando seu peso despencar bruscamente. O medo da maldição e  descrença do que o cigano fez com ele, fez com que o advogado criasse uma raiva horrenda por sua mulher, culpando-a pelo acidente. E esse sentimento de ódio me deixava incomodada em muitos momentos, por que o homem egoísta não conseguia assumir seu papel de culpa na história, e esse descontrole emocional traz consequências no final do livro.


  • Sobre o final: O Stephen é mestre em cagar com a história, então se eu puder dar-lhe um conselho, não tente prever NADA do que pode acontecer. Você será surpreendido(a) e ficará indignado(a) como eu fiquei. Haja palavrões para descrever o sentimento que senti quando li o último capítulo. 

É fácil acusar, fácil querer vingança. Entretanto, quando analisamos as coisas em detalhes, começamos a ver que cada evento é encadeado a outro evento, que as coisas às vezes acontecem porque têm de acontecer. Nenhum de nós gosta de pensar que seja assim, porque então jamais poderíamos agredir alguém para amenizar a dor, teria que encontrar outro meio, e nenhum dos ouros meios é tão simples ou tão satisfatório.

PONTO POSITIVO

O clímax é intenso e dificilmente o leitor conseguirá parar no meio da leitura. Quando o Bill está fraco e perto de morrer, conta com a ajuda de um amigo advogado e meio “barra pesada”. Richard Ginnelle é um ex-gangster e é o meu personagem favorito do livro. Ele conseguiu ganhar um destaque espetacular e mostrou-se muito mais cativante do que o personagem principal. Ginnelle é maligno como o Stephen e eu me apaixonei por ele até o último instante.
Vou lá para o quarto dormir umas oito horas. Depois, vou levantar e comer um quilo e meio da primeira comida que eu vir pelo frente. Então, vou sair e fazer o diabo.
Eu acredito naquilo que vejo. Por isso sou um homem relativamente rico. Por isso sou um homem vivo. Em sua maioria, as pessoas não acreditam no que veem. […] A definição de um imbecil é um cara que não acredita no que vê. Pode escrever o que eu digo.
 

MINHA OPINIÃO

Eu amo a escrita do Stephen e sempre me surpreendo com a mente maligna dele. Ele consegue escrever histórias tão misteriosas e fora do clichê que eu me encanto sempre. Esse livro é daqueles que você ama e odeia, por que é muito bom mas também por que acontece tudo aquilo que você queria que não acontecesse. Eu recomendo para aqueles que querem fugir de um padrão (seja qual for), a desenvoltura do livro vai te desconcertar. Haha
Não há um culpado, você diz.  E diz para si mesmo, e diz para si mesmo, e diz para si mesmo. Mas não existe “estar quites”, homem branco da cidade. Todo mundo paga, mesmo por coisas que não fez. Nada de quites.

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