[RESENHA] Half Bad, de Sally Green


TÍTULO ORIGINAL: Half Bad AUTOR: Sally Green
ANO: 2014 EDITORA: Intrinsica PÁGINAS: 448
GÊNERO: Suspense, Romance, Ficção Juvenil
CLASSIFICAÇÃO: ❤❤❤

SINOPSE: A história é sempre contada pelos vencedores, dizem. E Nathan, infelizmente, não é um deles. Na Inglaterra em que ele vive, bruxos e humanos dividem o mesmo espaço, sem, no entanto, se misturarem. Mesmo entre os bruxos, há os que se autodenominam bons, puros e justos — os bruxos da Luz —, e há, é claro, seus inimigos, aqueles que devem ser combatidos e aniquilados, a origem de todo o mal — os bruxos das Sombras. Nesse mundo dividido entre mocinhos e vilões, não ter um lado é pecado, e esse é exatamente o caso de Nathan, filho de uma bruxa da Luz com um bruxo das Sombras. É importante dizer que seu pai, Marcus, não é qualquer um, e sim o mais poderoso e cruel bruxo das Sombras que já existiu, acusado de ter matado a mãe de Nathan e de espalhar o terror por onde passa. Vivendo com a avó e os meios-irmãos, Nathan é visto como uma aberração por seus pares e pelo Conselho dos Bruxos da Luz, que enxergam no garoto uma ameaça que precisa ser domada ou exterminada. E as coisas só ficam mais complicadas conforme o tempo passa, já que, ao completarem dezessete anos, todos os bruxos passam por uma cerimônia em que seu dom, o poder que carregarão por toda a vida, é finalmente revelado. Nesse momento se definirá se Nathan é um bruxo da Luz ou das Sombras.

RESENHA: O livro faz parte de uma trilogia, que em minha opinião possui uma história bem curiosa e nada clichê. É comum encontrarmos livros de lobisomem, zumbis e vampiros, mas eu nunca havia lido nada parecido com esse livro. Eu amei a criatividade da escritora e acho que tudo o que ela planejou para a coleção foi muito bem pensada, porém infelizmente me decepcionei com a escrita. O personagem principal não foi bem desenvolvido (neste primeiro livro, cujo escrevo a resenha) e em inúmeros momentos eu achei os pensamentos dele bem imaturos e idiotas. Eu entendo o fato dele ser um jovem, ter toda a opressão em si e tudo mais, porém a escritora podia ter dado mais juventude a ele. Esse detalhe, nada pequeno, me deixava irritada, mas ainda assim eu não conseguia desistir da leitura. Por que, eu realmente me apeguei ao potencial do livro. 

A capa é maravilhosa, possui alto relevo e a frente é diferente da parte traseira, o que dá um charme no livro. A história é narrada dinamicamente pelo personagem principal (Nathan), e foi difícil pra eu pegar o ritmo e compreender os pensamentos do garoto. No inicio da leitura, eu não entendia nada ,mas depois fui me acostumando com essa narrativa, que não é uma das minhas favoritas. O Nathan sofre bastante durante todo o livro e eu achei meio pesado colocar o mundo inteiro contra ele, por que ele era o único de sua espécie. Eu não saberia dizer se isso foi bem clichê ou não, por que há outros dois livros que ainda não li e que podem responder muitas lacunas e equívocos cometidos (em minha opinião) pela autora.

Eu amei a história mas não me senti conectada ao livro. Poucos personagens foram bem desenvolvidos, incluindo até o personagem principal nesta lista, e foi frustante assimilar os detalhes com outros capítulos, por que faltava ligação em vários pontos. Acredito que a autora podia ter focado menos no drama do Nathan e desenrolado melhor a história neste primeiro livro, e eu reflito sobre isso quando fecho os olhos e tento revivenciar a leitura. Não há fortes emoções, e não me sinto ganha inteiramente pelo livro.


Mas como o foco do livro é sobre o Nathan, vamos falar sobre ele. Nathan é infantil e eu não conseguia compreender o por quê dele ser assim, de seus sentimentos e seus medos, por que a Sally escreveu em muitos momentos, os pensamentos dele de forma rasa fazendo parecer tudo meros flashes. Outras cenas podiam ter sido melhor trabalhadasincluindo mais detalhes que enriqueceriam e tanto a narrativa e seu contexto. E ainda há cenas em que a falta de detalhes e a infantilidade do Nathan se misturam. Sendo a que me deixou com mais "agonia", (Spoiler vindo ai, então pule se preferir não saber) foi quando ele se imagina com sua amada (Annalise) e relata seus pensamentos eróticos com ela. Bom,... Devia ter sido erótico ou pelo menos sensual, mas não foi de forma alguma algo relacionado. Ele podia ter mencionado ações reais, mas não, focou no toque dela em seu corpo de uma forma "ridicularizada" e somente isso. E o resto ficava à imaginação do leitor. Não que fosse preciso uma descrição mais sexual de fato, mas pelo menos, algo menos infantil e frustante como foi escrito.

E quando o Nathan ficava bravo, ele escrevia "Fico bravo e xingo" ao invés de ser relatado a dimensão e intensidade de sua ira, também como, o que ele havia xingado e quais eram as palavras escolhidas. Fora esses detalhes que me comoveram em muitos momentos, eu ainda insisto em dizer que esta história é diferente de muitas que li, e que é excepcional apesar de sua desenvoltura. Ressaltando que este é o volume I e que há esperança de que as coisas melhorem nos outros livros (até por que o final foi...), assim como torcerei para ver o amadurecimento de Nathan ao longo das próximas páginas.

CONCLUSÃO: Eu tive uma relação de tapas de beijos com este livro. Amei a história mas não me senti cativada pela narrativa dinâmica, que me desapontou inúmeras vezes. Mas o potencial do livro faz com que eu deseje ler os próximos e acompanhar Sally nesta trama. O livro é incrível, (sério mesmo) mas o crucial para eu não ter favoritado ele em minhas listas, é que não me senti conectada à ele verdadeiramente. E eu não gosto quando isso acontece, por que o bom de você ler um livro, é sentir como se estivesse dentro dele, sentindo o que os personagens sentem (tecnicamente). Mas dessa vez eu me senti apenas uma leitora, vista de fora, lendo um ótimo livro.

PS: Eu peguei o livro emprestado de uma amiga do meu antigo trabalho e por isso não acrescentei quotes à resenha, pois eu não consegui separar as melhores frases do livro. Como não a vi mais, também não consegui tirar nenhuma foto, mas felizmente encontrei essas lindas imagens tiradas pela Ana Gabriela autora do Blog Conto dos Clássicos e embelezei este post. Espero que tenham gostado!

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