Resenha do livro "A verdade sobre nós"


TÍTULO: A Verdade Sobre Nós
AUTORA: Amanda Grace
EDITORA: Intrínseca| ANO: 2014| GÊNERO: Ficção Adulta| PÁGINAS: 208

SINOPSE
Madelyn Hawkins está cansada. Cansada de ser sempre perfeita. Cansada de tirar A em tudo. Cansada de seguir à risca os planos que os pais fizeram para ela. Madelyn Hawkins está cansada de ser algo que não é, algo que não quer ser. E então ela conhece Bennet Cartwright. Inteligente, sensível, engraçado. A seu lado, ela se sente livre e independente. Uma história que poderia muito bem ter um final feliz, não fosse por um detalhe: Maddie tem apenas 16 anos, e Bennet, além de ter 25 anos, é seu professor.

Pressionada pelos pais a participar de um programa para jovens talentos, Maddie pula dois anos do Ensino Médio e vai direto para a faculdade, onde conhece e se apaixona pelo professor de biologia. O sentimento é recíproco, e para dar uma chance àquele novo relacionamento que lhe faz tão bem, ela decide não contar para Bennet sua idade. Não demora muito para que as coisas comecem a dar errado, e as consequências da farsa de Maddie ganham contornos devastadores quando a verdade vem à tona.

"Garotas inteligentes não deveriam fazer coisas estúpidas".


RESENHA
Na Bienal no ano retrasado eu comprei alguns livros, e dentre eles comprei “A verdade sobre nós” da escritora Amanda Grace e até então eu não o tinha lido. Uma amiga minha pegou emprestado no começo de 2015 e disse que o livro era muito bom e que eu precisava lê-lo imediatamente. Mas me pergunta se eu li? Não. Meses depois, ela pediu o livro de novo e novamente veio com o marketing feito, e me convenceu de ler o livro. Eu ouço dela até hoje, que “A verdade sobre nós” é o seu livro favorito. Peguei o livro da estante, comecei a ler e não terminei. Eu não me interessava pela leitura, e não compreendia como o livro podia ser tão maravilhoso, da forma como ela falava. Como eu já sabia do final, por que a guria me dava spoilers da história, não imaginava que me entregaria a esta leitura. Até que no começo de 2016 resolvi encara-lo de vez. Resultado? Ele é realmente maravilhoso.



A Madelyn, que é a narradora do livro, se apaixona pelo seu professor de Biologia da faculdade em que estuda. Desde o inicio do livro você percebe que os dois se envolvem desde o primeiro encontro, há uma conexão e o que aconteceria em seguida era inevitável. O relacionamento com o Bennet seria vivido de forma real, se não fosse a idade de Madelyn. Ela tinha conseguido pular alguns anos na escola com a ajuda de um programa social, devido à sua inteligência e boas notas. E com apenas dezesseis anos ela já estava na faculdade. Porém, o Bennet não fazia a menor ideia de que ela não era maior de idade, e acreditava que ela era como outra universitária qualquer.

"Não entendo por que todo mundo acha que uma garota de dezesseis anos precisa ter tudo decidido."

"A configuração padrão tem que ser alguma coisa, e nunca nada."

O livro é escrito em formas de cartas, e elas seriam escritas pela Madelyn contando tudo o que aconteceu entre eles do ponto de vista dela. Eu queria que ela tivesse contado mais sobre o que o Bennet sentia por ela, e tentar enxergar não só a visão dela, mas a dele também. Era lindo os momentos que os dois tinham, mas senti a ausência de algumas falas da parte dele, que acredito que deixariam a leitura bem mais emocionante.



Em muitas partes do livro eu conseguia me enxergar na leitura, por que a história em si revela muitos fatos que ocorrem na vida real, de qualquer pessoa. O drama que a Madelyn fazia me deixava um pouco impaciente às vezes, por que ela precisava dele a todo o momento, como se dependesse dele para respirar. Mas o engraçado é que, quando se tem 16 anos, realmente nós necessitados da presença daquela pessoa especial e acabamos dramatizando tudo. É inevitável, você nem percebe que está fazendo drama, mas está, por que você sente tanta falta daquilo que ao expor em palavras acaba se tornando "dramático". Então, apesar de eu odiar alguns momentos dela, eu entendi o que ela sentia, e gostei da ideia da escritora colocar a realidade tão explicita na história.

Em relação ao personagem do Bennet, mesmo sentindo falta de algumas falas dele na história, eu gostei bastante de como ele foi construído. Ele sempre foi cavalheiro e homem com a Madelyn, e isso era admirável. E mesmo o clímax da história me deixando muito frustrada, era de se esperar e eu posso indicar esse livro como um dos meus favoritos. Ele é um livro bem real, e o final é lindo, por que a Madelyn consegue expressar seu amadurecimento e sua evolução diante dos anos que se passaram, e de tudo o que aconteceu com eles. E é exatamente isso que acontece conosco, nós olhamos pro passado e imaginamos que independente do que tenha acontecido, nós conseguimos seguir em frente. Nós aceitamos o ocorrido e levamos aquilo como aprendizado, e foi isso o que ela fez.

Se você leu o livro, ou sabe de alguém que leu e recomenda comentem abaixo. Digam também o que acharam da resenha, eu sempre vou ler com a maior atenção! Espero por vocês... Beijos!

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2 comentários:

  1. Não conhecia o livro e nem a autora. Li um livro com esse mesma temática e achei ótimo. Colocarei ele na minha looooooonga lista de livros para serem lidos hehehe.

    www.viciosdevaneios.blogspot.com.br

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    Respostas
    1. Ele não é muito conhecido mesmo, mas é ótimo e mereci sim ser colocado na sua lista haha Quem sabe um dia? Eu também tenho uma lista dessas e sonho em ler todos os livros dela... <3 Beijos

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