Turistando em Florianópolis (SC)

Lembrai-me de que foi recíproco

Teu Adeus

Marejando

18
fevereiro
2019

Qual foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?

Ano novo, vida nova! Não é o que dizem…

Muita gente fica animada com o novo, elas se agarram a ele para impulsionar projetos e objetivos esquecidos anteriormente. Mas por que isso ocorre somente após “términos” da vida? Quanto mais a vida vai passando, mais nos acostumamos ao seu ritmo. Conversamos sobre os términos, as pausas, as idas-e-vindas, mas pouco se é falado sobre os inícios. Achamos “normal” as tensões e os estresses do dia-a-dia; achamos “normal” os tédios em relação as novidades alheias; achamos normal viver dessa maneira.

Quando crianças, tudo é novidade, mas ao crescer e se tornar adulto, nada mais parece ser especial o suficiente para que acreditemos genuinamente naquele presente, ação ou sentimento. Acredito que em parte, as pessoas não acreditam mais na criatividade, ousadia e boa vontade de algo maior. Tudo aquilo que não temos controle parece digno de ganhar a desconfiança e tudo aquilo que é desconhecido parece propicio a conquistar a repugnância.

Em todos os cantos, nos dizem, “sejam abertos! ”. Mas mal conseguimos observar como vivemos em uma caixa fechada. É difícil mudar alguns hábitos, e mesmo que haja frases motivacionais e vídeos inspiradores, na hora da prática talvez eles não sejam suficientes. Não vale a pena dizer, vá, tente, arrisque! Por isso eu digo, reflita. Qual foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?

Qual foi a última vez que você encarou um novo emprego pela primeira vez? Qual foi a última vez que você viajou pela primeira vez? Qual foi a última vez que você se apaixonou pela primeira vez? Qual foi a última vez que você pediu desculpas pela primeira vez? Qual foi a última vez que você não se limitou ao medo pela primeira vez?

Quero uma primeira vez outra vez. Um primeiro beijo, uma primeira caminhada por uma nova cidade, uma primeira estreia em algo que nunca fiz, quero seguir desfazendo as virgindades que ainda carrego, quero ter sensações inéditas até o fim dos meus dias. 

– Martha Medeiros

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