Lembrai-me de que foi recíproco


Eu sei o que você pode ter pensado após eu ter sumido, que eu só queria te usar e após ter desfrutado do seu corpo, acredito que teve certeza disso. Se infelizmente pensou isso de mim, talvez seja verdade. Por que lá no fundo, eu realmente usei você: Usei para encobrir minhas tristezas, apagar as lembranças ruins das pessoas que haviam me machucado antes de você, usei você para suprir minha carência e alimentar minha ilusão de que eu estava bem como estava. Mas, sabe que não? E sinceramente, sumi mais por mim do que por você. Não que a transa, os beijos e os desabafos não tenham sido bons. Mas era bom demais para mim. Eu não precisava de nada disso e você me concedeu ótimas risadas, e por isso eu fui te usando, como se você fosse a fita adesiva perfeita que remendaria todo o caco em que eu me encontrava. Você quase deixou eu te usar e por isso eu o fiz. 

Me perdoe por ser uma pessoa tão má, mas eu tinha que ser boa para mim, e no momento sua presença me fazia bem mas não podia passar daquilo. E naquele dia, quando você me olhou nos olhos e soltou aquele sorriso... Eu percebi que se eu não parasse por ali, estaria quebrando algumas regras do jogo. Então eu fiz o que qualquer pessoa desesperada faria, vesti minhas roupas, te beijei ao sair e nunca mais retornei ao seu quarto. Não há um motivo especifico, por isso nunca respondi os seus questionamentos, mas entenda que para mim deveria ser apenas um caso, como foi. E eu sinto muito, que em seu pensamento já poderíamos ter algo a mais. Acho que em algum momento, não sei quando, as coisas não foram bem esclarecidas e então perdemos o controle da relação. 

Sim, eu te usei! Usei a pessoa que você é e não somente seu corpo. Mesmo que tenha pensado isso devido à minha fuga após nosso sexo. Mas ainda bem que eu fugi, não? Não estaria sendo uma pessoa sincera e nem sensata, e por isso mais uma vez, acredito que fiz a coisa certa tanto para mim quanto para você. Mas não se culpe, não derrame nenhuma lágrima e tampouco desiluda-se do amor. Não havia amor entre nós. Havia apenas o desejo de alguém por perto. E nos entretemos bem durante um bom tempo, permanecendo juntos quando dava, então também pense que já me usou. E tudo bem vai, eu deixei você me usar por que também sabia que era algo necessário para você. 

FLIPOP 2017 #EuFui


Para quem não soube, nesse final de semana (dia 08 e 09) aconteceu aqui em São Paulo, no Expo Center Norte, o primeiro evento produzido pela Editora Seguinte denominado FLIPOP. Como eles mesmos explicaram, o evento não é um encontro e sim uma convenção, desta forma já é possível se ter uma ideia do quanto o evento foi diferente dos demais. Abaixo eu escrevi um resumo sobre os dois dias e inclui algumas (das diversas) fotos que tirei ao longo do final de semana.

1º DIA

Eu cheguei mais no fim da tarde e devido a isso acabei perdendo muitas atrações do evento, porém o que me reconfortava era o fato dos autores estarem presentes em ambos os dias, além de que os dois dias estavam com um cronograma bem interessante. Logo na entrada recebemos um kit da equipe Seguinte com alguns marcadores e um bottom, e depois ao entrar já pudemos nos deparar com alguns livros que estavam à venda pela livraria Saraiva.




Eu comprei os dois livros da 
Alwyn Hamilton e depois de tirar uma foto com a escritora, ela bem simpática e atenciosa, os autografou para uma fã que não pode ir ao evento. A Ana (dona dos livros) mora em Minas Gerais e nós combinamos de eu pegar os autógrafos em seu nome, e assim o fiz! 💙

Em seguida, começou o baile inspirado na triologia "A Seleção" e apesar da ausência de músicas atuais que estão bombando, eu achei bem legal observar todos dançando alegremente. Foi realmente bem divertido! A decoração também foi inspirada nos livros, e a equipe encorajou algumas pessoas  irem produzidas ao estilo do baile, mas para os que se intimidaram, a Seguinte disponibilizou algumas coroas, vestidos e outros acessórias para que todos tivessem seu momento de princesa (ou príncipe).

[ILUSTRAÇÕES] Listografia, de Lisa Nola


TÍTULO ORIGINAL: Listografia: Sua Vida em Listas AUTORA: Lisa Nola
ANO: 2014 EDITORA: Intrínsica PÁGINAS: 160
GÊNERO: Juvenil, Recreação, Artes, Pintura e Desenho
CLASSIFICAÇÃO: ❤❤❤❤❤

SINOPSE: O livro definitivo para todas as listas da sua vida! Nostalgia. Essa foi a inspiração de Lisa Nola para inventar um tipo inusitado de autobiografia. Quais foram os melhores presentes que você já recebeu? Os lugares mais estranhos onde já fez sexo? As coisas que mais irritam você? Seus momentos mais embaraçosos? Os lugares que adoraria conhecer?Neste livro, o leitor vai rememorar episódios engraçados da própria vida, filmes e livros interessantes, pessoas que conheceu e muito mais. Com diversas perguntas bem-humoradas e ilustrações bastante divertidas, Listografia o incentivará a colocar no papel pedaços de sua história pessoal. Ao final, Lisa convida o leitor a soltar sua imaginação e inventar suas próprias listas personalizadas. Esta é, acima de tudo, uma reflexão leve e sensível sobre os nossos interesses, nossa memória e nossos sonhos, e as páginas preenchidas podem servir de lembrança para os momentos de nostalgia ou revelar características intrigantes e inusitadas do seu dono.
Eu sempre amei listas, fazia uma para tudo no meu dia e me organizava a partir delas. Por isso, quando encontrei este livro pela primeira vez em uma resenha de um blog, fiquei apaixonada. Eu acabei ganhando esse livro no inicio do mês (em meu aniversário) e fiquei encantada por finalmente poder preenche-lo! Eu já estava desejando esse livro há um bom tempo mas com tanta coisa para comprar, a gente acaba medindo as prioridades, não é mesmo? Mas como ganhei o livro, foi necessário escrever este post para compartilhar toda a emoção de como é escrever as diversas listas.

O livro é todo ilustrado, sendo que a imagem aparece na página esquerda enquanto que a lista em si ocupa toda a página direita. O livro segue este modelo até chegar no final, onde a autora disponibilizou algumas páginas extras para o leitor desenvolver suas próprias listas. Assim, podemos criar listas mais inusitadas, ou até mesmo escrever algo que não seja um lista, isso pode variar de pessoa em pessoa. Em meu caso, já estou tentando elaborar alguma lista que talvez tenha sido esquecida na criação do livro, o que é bem difícil, uma vez que o livro possui todo o tipo de lista que você possa imaginar. Realmente, o livro resume sua vida nelas...





[RESENHA] Half Bad, de Sally Green


TÍTULO ORIGINAL: Half Bad AUTOR: Sally Green
ANO: 2014 EDITORA: Intrinsica PÁGINAS: 448
GÊNERO: Suspense, Romance, Ficção Juvenil
CLASSIFICAÇÃO: ❤❤❤

SINOPSE: A história é sempre contada pelos vencedores, dizem. E Nathan, infelizmente, não é um deles. Na Inglaterra em que ele vive, bruxos e humanos dividem o mesmo espaço, sem, no entanto, se misturarem. Mesmo entre os bruxos, há os que se autodenominam bons, puros e justos — os bruxos da Luz —, e há, é claro, seus inimigos, aqueles que devem ser combatidos e aniquilados, a origem de todo o mal — os bruxos das Sombras. Nesse mundo dividido entre mocinhos e vilões, não ter um lado é pecado, e esse é exatamente o caso de Nathan, filho de uma bruxa da Luz com um bruxo das Sombras. É importante dizer que seu pai, Marcus, não é qualquer um, e sim o mais poderoso e cruel bruxo das Sombras que já existiu, acusado de ter matado a mãe de Nathan e de espalhar o terror por onde passa. Vivendo com a avó e os meios-irmãos, Nathan é visto como uma aberração por seus pares e pelo Conselho dos Bruxos da Luz, que enxergam no garoto uma ameaça que precisa ser domada ou exterminada. E as coisas só ficam mais complicadas conforme o tempo passa, já que, ao completarem dezessete anos, todos os bruxos passam por uma cerimônia em que seu dom, o poder que carregarão por toda a vida, é finalmente revelado. Nesse momento se definirá se Nathan é um bruxo da Luz ou das Sombras.

RESENHA: O livro faz parte de uma trilogia, que em minha opinião possui uma história bem curiosa e nada clichê. É comum encontrarmos livros de lobisomem, zumbis e vampiros, mas eu nunca havia lido nada parecido com esse livro. Eu amei a criatividade da escritora e acho que tudo o que ela planejou para a coleção foi muito bem pensada, porém infelizmente me decepcionei com a escrita. O personagem principal não foi bem desenvolvido (neste primeiro livro, cujo escrevo a resenha) e em inúmeros momentos eu achei os pensamentos dele bem imaturos e idiotas. Eu entendo o fato dele ser um jovem, ter toda a opressão em si e tudo mais, porém a escritora podia ter dado mais juventude a ele. Esse detalhe, nada pequeno, me deixava irritada, mas ainda assim eu não conseguia desistir da leitura. Por que, eu realmente me apeguei ao potencial do livro. 

A capa é maravilhosa, possui alto relevo e a frente é diferente da parte traseira, o que dá um charme no livro. A história é narrada dinamicamente pelo personagem principal (Nathan), e foi difícil pra eu pegar o ritmo e compreender os pensamentos do garoto. No inicio da leitura, eu não entendia nada ,mas depois fui me acostumando com essa narrativa, que não é uma das minhas favoritas. O Nathan sofre bastante durante todo o livro e eu achei meio pesado colocar o mundo inteiro contra ele, por que ele era o único de sua espécie. Eu não saberia dizer se isso foi bem clichê ou não, por que há outros dois livros que ainda não li e que podem responder muitas lacunas e equívocos cometidos (em minha opinião) pela autora.

Eu amei a história mas não me senti conectada ao livro. Poucos personagens foram bem desenvolvidos, incluindo até o personagem principal nesta lista, e foi frustante assimilar os detalhes com outros capítulos, por que faltava ligação em vários pontos. Acredito que a autora podia ter focado menos no drama do Nathan e desenrolado melhor a história neste primeiro livro, e eu reflito sobre isso quando fecho os olhos e tento revivenciar a leitura. Não há fortes emoções, e não me sinto ganha inteiramente pelo livro.

Entorpecente Menina


Calma, não pira!
Não pira, porque ela vai te enlouquecer.
Ela é maluca, não faz sentido algum, 
Se liga, pula fora, se não você vai sofrer.
Ela é bipolar, não tem lógica e não é um livro fácil de ler.
Ah cara, você não tem ideia de onde está se metendo!
Ela não é dessas “complicadas e perfeitinhas” sinto em te avisar
Ela ela é um furação, um mar perverso que te afogará.

Cada dia parece um terremoto, 
Cada vez um abalo sísmico, 
Você não tem ideia, você não tem noção.
Cara, essa história não é daquelas que você lê nas horas vagas, 
Daquelas que lê sentado no busão.
Você vai se perder nesses capítulos e juro, vai se viciar
Cada página virada fará você se arrepiar.

É contra indicado tentar entender o que acontece com ela.
É melhor se prevenir, então nem tente.
Ela vive contente, vive sorrindo...
Mas você chorando, às vezes mentindo...
Ela é um misto louco de todas as emoções e sensações.
Cuidado com as doses, ela é de entorpecer
Mas quando o efeito passar, talvez dê pra compreender...

Ela vai da leveza ao stress em uma questão de segundos.
Ela é a menos sensível e a mais desapegada do mundo,
Mas não se engane, se por um momento ela parecer ciumenta
Ou até um pouco grudenta, 
Mas estranhe se isso não durar pouco mais que alguns minutos,
Logo ela voltará ao normal e quando você se der conta, 
ela não irá querer saber de você.

Depois Que Me Encontrar



Já cantava o bom Cartola “Deixe-me ir, Preciso andar, Vou por aí a procurar, Rir pra não chorar”.

Chega um momento que a gente precisa olhar para a vida e ver se é isso mesmo, não é?
Não tem como fugir, uma hora ou outra você vai olhar para tudo, e nada é pior do que perceber que você não se vê mais. Você se olha no espelho e simplesmente não entende como foi que chegou ali, como você foi parar onde está? É incrível como algumas situações fogem totalmente do nosso controle, não é mesmo?

Você já se viu sem saber o que fazer para sair e para mudar uma situação? Sabe quando você se sente com a corda do pescoço, mas por mais simples que tudo aquilo pareça, simplesmente não sabe como agir para tirar ela dali?

Os sentimentos ficavam perdidos dentro de você, não sabendo o momento exato de aparecerem. Um misto louco de mágoa, rancor, tristeza, incerteza e era também amor, esperança nos dias, vontade de sair daquele estado daquele estado de procura, por algo, na verdade naquele estado de busca por você mesma, dentro de você.

Onde você está?

Tudo que era básico, tudo que era usado todo dia, tudo que era rotina, parecia esquisito. Já se sentiu entranho num habitat que sempre foi seu? Já se sentiu estranho olhando o seu próprio rosto no espelho?

O reencontro com você mesmo, não é tão simples como contam os livros de autoajuda, nem tão complicados, ou sei lá. É pessoal, é seu, contigo, acho que só você pode falar não é?  Eu só posso te garantir uma coisa, um dia a gente se encontra! A gente com a gente mesmo, a gente com o espelho, a gente com a nossa própria alma! Tem coisa melhor?

Coisa mais legal do que num belo dia, juntar tudo e se ver de novo?

Seja bem vindo, ao inicio dessa viagem do seu encontro com seu eu! Ah, e se alguém por me perguntar, diga que eu só vou voltar DEPOIS QUE EU ME ENCONTRAR!
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